2010/07/26

Anatomias...

Sou fã da Grey. Estou a ver a 6ª Temporada. E só agora, na sexta temporada, é que me apercebi de uma coisa:
a quantidade de vezes que a palavra "learn" é usada. A quantidade de vezes que os médicos falam em aprender mais, em estudar mais, em saber mais.
Se há coisa em que a medicina e o teatro se tocam (pelo menos entre esta medicina ficcionada e este teatro que é o meu) é essa necessidade de estudar, de saber mais, de aprender, de praticar.
Se há coisa que não existe no teatro que eu conheço, no teatro instalado, no teatro que sente que já provou o que tinha a provar; é a ambição. É este carimbo de "Já Provei o que Tinha a Provar", a certeza de que não é preciso mais, de que já não há mais caminho ou barreiras.
É esta falta de ambição (ou de humildade, porque se olharmos por outro lado, trata-se de um teatro que se sente no topo, uma vez que não que vê por onde evoluir) que leva à estagnação. Ao não desenvolvimento, antes atrofiamento-paralisação-repetição-do-mesmo-até-enfartar-quem-me-vier-ver. É um teatro amorfo.
É necessário que haja estudo permanente, é necessário que haja vontade, que se vejam obstáculos, que se encontrem desafios. É urgente que se leia, que se veja mais, que se estude mais, que se trabalhe com quem não se conhece. É urgente o cruzamento de ideias, conversas, troca de experiências.
São precisas novas formas. Ou as velhas reinventadas.

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