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2010/10/12

sei que me estou a repetir...



... mas há coisas que não saem da cabeça e precisam ser ouvidas e partilhadas. a música continua linda desde a última vez que a postei aqui. este video é de uma ternura imensa.

2009/11/02

Eyes Wide Shut


Não consigo dormir. Há pouco menos de duas horas estava morta de cansaço, os olhos queriam fechar-se. E agora, continuo cansada e sem conseguir dormir.
Isto de encostar a cabeça na almofada com o desespero do cansaço, e os olhos abrirem sozinhos, tem-me acontecido nos últimos tempos. A mim, que bastava encontrar apoio para a cabeça e fechar os olhos. Deve fazer parte do crescimento. Insónias. Perder o sono para assuntos pendentes, que causam nós no estomago.
Pensar no que vai acontecer amahã não ajuda nada.
A decisão está tomada. É o mais humano, a saída menos cruel, a única coisa a fazer. E ainda assim... caramba!
O cheiro mudou tão rapidamente...

É o correcto. E tem de ser feito. A alternativa é tão pior. Tem sido. Será, de certeza.

2009/07/09

que há-de ser de nós

Já viajámos de ilhas em ilhas
já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento
Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã
Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós

Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos
Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Sérgio Godinho e Ivan Lins

Sérgio Godinho20080823120527

ter um m4 faz destas coisas: estamos a chegar a casa e surgem uns acordes belíssimos nos ouvidos, tenho a certeza que é uma das mais magníficas co-produções luso-brasileiras.

2009/07/08

não me sai da corneta... alguma razão há-de haver...

tu nunca choras ao ver sangue
tu turututu
tu nunca ficas transparente
tu turututu
és daquelas raças tão raras
tu turututu
que tem no olhar o gelo quente
Clã

2008/10/19

sons sem som, a não ser o trautear que vou fazendo só para mim dentro da minha cabeça

junto destes olhos
eu sou testemunha
que a ternura nasce
de coisa nenhuma
de coisa nenhuma
semente de nada
junto destes olhos
espero a madrugada

não sei o nome da canção, não a tenho, sei que é dos trovante que o poema é da maria rosa colaço e tenho saudades de a ouvir, e por alguma razão, hoje não me sai da cabeça.

acrescento às 23h12 - encontrei a foto e a letra toda (sem título) aqui! continua a bailar-me no cérebro

2008/06/11

PROCURA-SE

alguém que deseje ardentemente oferecer-me uns dias numa casita ao pé do mar em sítio calmo, com tudo pago.

como pretendo ir sozinha, não vai haver festas portanto não estrago nada.
em último caso, posso levar a minha própria máquina de café
assim como esta, está muito bem.

2008/05/25

mais um domingo...

... recuperando do sábado que passei a recuperar da semana, que passei a tentar recuperar de um dia para o outro... cheguei a sexta de rastos.... chega a domingo e continuo na mesma...


parece-me que é crónico. só lá ía com uma cura do sono ou umas férias na república dominicana. 15 dias debaixo do coqueiro (sem cocos, não vá dar-se o caso...) estendida sensualmente numa espreguiçadeira, de bikini e chapéu de palha branco, mojito na mão (se bem que não sei o que é, parece-me bom pelo som que deita quando a gente o diz), uma pilha de revistas que não dizem nada de um lado, livros que dizem muito do outro... e depois deste quinze dias lá ía eu para a américa do sul. correndo os países um a um. chegando ao chile, por lá ficava uns 6 meses. a viver.
depois regressava à europa e ía ter romances de fugida em:

paris (certamente com um pintor, que faria retratos meus a carvão, onde estaria sempre bonita);

florença (com um moço que tivesse uma vespa para me mostrar a cidade e arredores, incluindo os jardins mais escondidos);

amesterdão (com o dono de uma coffeeshop, por razões óbvias);

oxford (com um professor de literatura e poeta, que escreveria as coisas mais bonitas que alguma vez foram escritas para alguém);

budapeste (um aspirante a escultor, que com as suas mãos esculpiria as minhas, trabalharia partes do meu corpo que fariam dele o escultor mais promissor europeu);

dublin (com um adepto da guinness que não me daria nada mais que cerveja morna e gargalhadas);
são petersburgo (com alguém que me lesse o guerra e paz no original);
...
e assim que sentisse o fim da viagem, arrumava a bagagem nas mochilas, as recordações nas gavetas, as histórias nas páginas da caderneta que levo sempre comigo. regressava. e com a vida toda que tinha conseguido viver... escrevia um livro.

2008/05/02

e hoje estou assim, ornatada

Fala-me um pouco mais, / Era tão bom ficar, / O mal é que eu já não sei quem eu sou, / Eu não sei se eu sou capaz, / De me ouvir. (…)

Tudo tem um fim, / E aqui não há, / Ninguém que possa ter o mundo, / Para dar. (…)

Sei que é bom teu travo a tudo,

O que é mortal.

Já agora,

Mata-me outra vez.

Era tão bom direi,

Mata-me outra vez.

Era tão bom direi,

Mata-me outra vez.

Mata-me outra vez!

Tudo tem um fim, / E aqui não há, / Ninguém que possa ter o mundo, / Para dar.

Paro de andar, / Paro p'ra te ouvir. / Paro para ver se é bom p'ra mim. / Se é melhor so que uma vida, / Tão só e prenha de ninguém.

E vejo que é bom dizer, / Paro p'ra te ouvir. / Mas foi só, / Para ver, / Se o futuro é para nós.

Para quem tem o mesmo mal de, / Não saber amar. / Falo que, / Pensar em mim, / É cura e faz-me acordar. / Ou dormir. (...)

Mata-me Outra Vez - Ornatos Violeta

2008/04/04

Where Does The Good Go

assim, podem fazer um playback ou um coro muito divertidos enquanto vêm o video.
O que não quer dizer que eu faça isso... eu...? a cantar em frente ao monitor do pc? a tentar apanhar desesperadamente a velocidade da música e da letra?! que disparate!
Where do you go with your broken heart in tow
What do you do with the left over you
And how do you know, when to let go
Where does the good go, where does the good go
Look me in the eye and tell me you don't find me attractive
Look me in the heart and tell me you won't go
Look me in the eye and promise no love's like our love
Look me in the heart and unbreak broken, it won't happen
It's love that leaves and breaks the seal of always thinking you would be
Real, happy and healthy, strong and calm, where does the good go
Where does the good go
Where do you go when you're in love and the world knows
How do you live so happily while I am sad and broken down
What do you say it's up for grabs now that you're on your way down
Where does the good go, where does the good go

2008/03/20

the vicodin song

I've got Vicodin do you wanna come over?
I know it's a long drive from Malibu
I've got a pocket full of pills and not one lover
and i'm feeling so bad and so good
I don't know what to do
It's in your face
I know that place you're going to
I follow you
I'll meet you there
Don't bring a thing for me
I'll take care i'll take care
I've got Vicodin...
Terra Naomi
ps - cliquem no cabeçalho para a página oficial da moça

2008/03/17

the last day of our acquaintance


se clicarem na imagem conseguem ler a letra.
uma das melhores canções da irlandesa sem medo.

2007/12/11

aos mais atentos cabe ver que acrescentei umas aspas e um nome lá em cima.
costumo ser cuidadosa com estas coisas, mas ontem é que a ideia me atingiu como um relâmpago. a frase não é minha e eu uso-a a meu bel-prazer (acho que nunca tinha escrito isto).
os mais atentos também facilmente veriam que esta frase não poderia ser minha, se tivermos em conta as limitações cerebrais de que sou vitima.
as aspas e o itálico no post de ontem, e naturalmente o seu conteudo, pertencem ao sr. paulo ribeiro de quem finalmente pude ouvir e disfrutar o seu album a solo. maravilhoso!!

2007/11/30

Marianne

"you know i'd love to live with you
but you make forget so very much
you make me forget to pray to the angels
and then the angels forget to pray for us"
Leonard Cohen

outro emprestado

e um olhar perdido é tão difícil de encontar
como o é congregar ventos dispersos pelo mar
Ruy Belo

Plano

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nuno Júdice

2007/11/20

o principezinho


  • Pois, bastava afastar a cadeira dois ou três passos e via o crepúsculo sempre que queria. Um dia vi o pôr-do-sol 43 vezes! Sabes, quando se está muito triste, gosta-se do pôr-do-sol...
  • Então no dia das quarenta e três vezes estavas assim tão triste?

por falar nisso

A inevitabilidade do fim do amor. Ou pelo menos do que ele tem de bom.
... e valerá a pena começar, investir, dar, oferecer com gosto até não podermos mais, para acabar tudo de novo e andarmos de gatas a recolher os pedacinhos que ficaram mais inteiros na explosão, e identificamos como nossos?
Ninguém quer ficar sozinho. Eu não. Sem ninguém com quem comer as sopas de gata à noite antes de desligar o radiador e dobrar a manta direita em cima do sofá e ir para a cama.
Ninguém com quem partilhar o fixador de placa (polident, é assim?), as fraldas para as perdas de urina, quando formos dar longos (serão assim tão longos?) passeios ao parque (existirão ainda?). Alguém com quem partilhar o início do alzheimer e de quem me possa esquecer ao mesmo tempo que se esquece de mim.

2007/11/18

voltamos sempre ao mesmo

no meio de tanta gente, com tantas opções, vidas, formas de estar, pensar, ser; todas tão diferentes, tão díspares umas das outras, o que nos preocupa acaba por ser o mesmo.

AS RELAÇÕES
  • quem está ao nosso lado,
  • ou não está e queríamos que estivesse,
  • ou não está, nós queríamos, mas não sabemos bem em que condições.
  • ou está e o melhor era que não estivesse
  • ou está e queremos que esteja mas não como está.
independentemente da situação, o que nos liga é este medo terrivel de estar sozinhos, se não de estar pelo menos de ficar.

soluções...?