Depois de uma pausa estratégica na divulgação do progresso das magnificas obras que o verdadeiro castelo de Beja está a ter, regresso.
Teclo uma letra de cada vez com os indicadores das duas mãos, uma vez que são os únicos dedos ainda sem mazelas.
De momento encontro-me a trabalhar afincadamente no local a que habitualmente se chama: casa de banho.
Duas demãos e parece que não chegam.
A grande grande novidade é que vou expandindo os conhecimentos teóricos e práticos daquilo que é a arte da serventia na construção civil (é um mistério chamarem construção CIVIL a isto.... se fosse a recuperação de uma igreja chamava-se construção clerical? no caso de um quartel era uma construção militar? e há pedreiros especialistas nestas vertentes da construção ou qualquer um serve?! se serve qualquer um para que é que se especifica?! enfim... questões que ainda não sou capaz de responder...)
De maneiras que a expansão dos conhecimentos teórico-práticos vai de tal forma que neste momento sou capaz de rebocar uma parede, distingo as matérias utilizadas para esse fim, sei prepará-las e mais: invento o meu próprio instrumento de trabalho.
Achando que a pázinha do pedreiro era um instrumento masculino e grande demais, resolvi inovar e usei uma faca de peixe. Para buraquinhos pequenos resulta. Para buracos grandes corremos o risco de ser humilhados e axincalhados por quem percebe realmente da poda e manuseia a pá de forma profissional, como acabou por acontecer. Não derrotada com o primeiro precalço, à noite investi em mais dois ou três buracos que tapei exemplarmente usando desta feita os instrumentos apropriados. Não correu mal, ainda que tenha tido de fazer o trabalho duas vezes. Isto vai lá é com tentativa e erro. Quem disser o contrário, é parvo.
Tenho dito.
Estou a resistir ao apelo do trabalho, mas não tarda tenho de regressar, pois que não tenho alternativa e parece que amanhã chegam reforços.
Ah! parece que vai chover o que é positivo na medida em que vamos pôr à prova o nosso novo telhado!
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2012/09/07
2012/08/29
Diário de uma Servente das Obras #11
Tenho o pulsozinho meio deslocado mo da espátula.
Tenho todo o corpinho, em especial o cabelinho cheio de caliça, pedaços de tinta, terra e outras coisas não identificadas. Dói-me em especial a alma de cada vez que penso que amanhã há mais.
Quase que acabei a minha parede, mas o ser baixinha e com medo de escadotes velhos e tortos tem algumas limitações.
Over & Out
Tenho todo o corpinho, em especial o cabelinho cheio de caliça, pedaços de tinta, terra e outras coisas não identificadas. Dói-me em especial a alma de cada vez que penso que amanhã há mais.
Quase que acabei a minha parede, mas o ser baixinha e com medo de escadotes velhos e tortos tem algumas limitações.
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Diário de uma Servente das Obras #10
Pausa para a bucha.
E é reparar sff na ambiguidade desta frase.
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Diário de uma Servente das Obras #9
Ora é atentar na hora a que isto está a ser escrito.
É requerido à servente que acorde de madrugada. A servente tenta, nem sempre é bem sucedida o qu elhe traz alguns amargos de boca.
Hoje a servente foi bem sucedida e aguarada pacientemente que a máquina de café aqueça, porque sem cafeína a produtividade não é coisa que a assista.
A parede aguarda-me.
É requerido à servente que acorde de madrugada. A servente tenta, nem sempre é bem sucedida o qu elhe traz alguns amargos de boca.
Hoje a servente foi bem sucedida e aguarada pacientemente que a máquina de café aqueça, porque sem cafeína a produtividade não é coisa que a assista.
A parede aguarda-me.
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2012/08/28
Diário de uma Servente das Obras #8
Conclusão do dia: o ideal é juntar a máquina bombadora de água a grande velocidade com o uso da espátula e do martelinho com uma ponta aguçada.
Resultado: muita água e lama para apanhar.
Muita coisa feita, pouco resultado à vista. Muitas dúvidas estéticas. Nada concretizado, muita frustração. Amanhã será melhor. Amanhã vou acabar de esfolar pelo menos uma parede. Palavra de escuteira. Espero. Ou então vou lavar loiça...
ai....
Resultado: muita água e lama para apanhar.
Muita coisa feita, pouco resultado à vista. Muitas dúvidas estéticas. Nada concretizado, muita frustração. Amanhã será melhor. Amanhã vou acabar de esfolar pelo menos uma parede. Palavra de escuteira. Espero. Ou então vou lavar loiça...
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2012/08/27
Diário de uma Servente das Obras #7
já temos a máquina que bufa água a uma velocidade estonteante. Os resultados são visíveis: tenho a mão menos inchada. No entanto, tenho de apanhar muita água do chão. E lama. Porque água com pedaços de tinta e estuque resulta em lama.
Prefiro assim. Pelo menos até aparecerem calos da esfregona.
Entretanto estive no telhado e subi pelo andaime. Estou muito orgulhosa de mim! Mas acho que já não volto lá, tive uma espécie de palpitações nervosas.
Hoje tou virada aqui p'ás informáticas que ainda que a casa esteja quase a vir abaixo, a associação continua.
Prefiro assim. Pelo menos até aparecerem calos da esfregona.
Entretanto estive no telhado e subi pelo andaime. Estou muito orgulhosa de mim! Mas acho que já não volto lá, tive uma espécie de palpitações nervosas.
Hoje tou virada aqui p'ás informáticas que ainda que a casa esteja quase a vir abaixo, a associação continua.
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2012/08/25
Diário de uma Servente das Obras #6
Desconfio que o meu corpo se recusa agora a fabricar bolhas. Passa imediatamente à fase seguinte: calos. Tenho as mãos dignas de um qualquer pedreiro com anos de serviço. Consegui raspar um pilarzinho.
A frustração é mais que muita, mas há que aguentar.
Perseverança é a palavra de ordem.
Precisava de uma coisa que é daquelas que cospem água com muita força, para que o raspanço terminasse de uma vez por todas.
Ao que parece ninguém tem. Azar.
Amanhã cá estaremos para mais uma parede, mais um calo, mais um cliente satisfeito.
Entretanto já não existe balcão ou parede de fundo n'Os Infantes. Estamos em bom. Somos mesmo bons a partir coisas!
A frustração é mais que muita, mas há que aguentar.
Perseverança é a palavra de ordem.
Precisava de uma coisa que é daquelas que cospem água com muita força, para que o raspanço terminasse de uma vez por todas.
Ao que parece ninguém tem. Azar.
Amanhã cá estaremos para mais uma parede, mais um calo, mais um cliente satisfeito.
Entretanto já não existe balcão ou parede de fundo n'Os Infantes. Estamos em bom. Somos mesmo bons a partir coisas!
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Diário de uma Servente das Obras #5
Ainda não há acidentes graves a reportar, porém...
as paredes dão a ideia que se desfazem e por isso há muito para raspar. A bolha do martelo tem tendência a piorar.
Mais desenvolvimentos no relato da noite.
as paredes dão a ideia que se desfazem e por isso há muito para raspar. A bolha do martelo tem tendência a piorar.
Mais desenvolvimentos no relato da noite.
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2012/08/24
Diário de uma Servente das Obras #4
Hoje foi um dia em cheio:
depois da bolha da trincha, levei com o porta-bagagens da carrinha com toda a força na cabeça, levei com uma espátula com toda a força num braço, tenho uma bolha noutro dedo por causa do martelo e ainda levei com um pedregulho dentro do olho.
Há dias assim.
depois da bolha da trincha, levei com o porta-bagagens da carrinha com toda a força na cabeça, levei com uma espátula com toda a força num braço, tenho uma bolha noutro dedo por causa do martelo e ainda levei com um pedregulho dentro do olho.
Há dias assim.
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2012/08/23
Diário de uma Servente das Obras #3
Hoje foi dia de dar descanso às bolhas e pôr o cérebro a trabalhar.
Não transpiro tanto, mas tenho dores nos ombros.
Fui feita para estar numa redoma a ser observada. Ou não. Mas fui feita para uma redoma.
Faça o que fizer dói-me sempre qualquer coisa.
Não transpiro tanto, mas tenho dores nos ombros.
Fui feita para estar numa redoma a ser observada. Ou não. Mas fui feita para uma redoma.
Faça o que fizer dói-me sempre qualquer coisa.
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2012/08/22
Diário de uma Servente das Obras #2
O exaustor já está cinzento. Menos mau.
Tenho uma bolha na mão por causa da trincha.
Sou delicada demais para estes trabalhos.
Tenho uma bolha na mão por causa da trincha.
Sou delicada demais para estes trabalhos.
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2012/08/20
Diário de uma Servente das Obras #1
A cor "Cinzento Prata" é, na verdade, branco.
Temos um exaustor branco. Belo.
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