2012/08/25

Diário de uma Servente das Obras #6

Desconfio que o meu corpo se recusa agora a fabricar bolhas. Passa imediatamente à fase seguinte: calos. Tenho as mãos dignas de um qualquer pedreiro com anos de serviço. Consegui raspar um pilarzinho.
A frustração é mais que muita, mas há que aguentar.
Perseverança é a palavra de ordem.
Precisava de uma coisa que é daquelas que cospem água com muita força, para que o raspanço terminasse de uma vez por todas.
Ao que parece ninguém tem. Azar.
Amanhã cá estaremos para mais uma parede, mais um calo, mais um cliente satisfeito.

Entretanto já não existe balcão ou parede de fundo n'Os Infantes. Estamos em bom. Somos mesmo bons a partir coisas!