2011/06/07

RIP



Não lido muito bem com as minhas falhas.
Fico a sentir-me mal, angustiada, pesos na consciência, vontade de espezinhar-me e de submeter-me às mais medievais torturas em sítios públicos, de forma a juntar a dor física à humilhação.
E tudo bem. Vivo bem com isso. Preferia não ser assim, mas acho que isso também me faz desejar com mais força não falhar, pelo menos nas coisas mais essenciais. Provoca um desejo de ser melhor pessoa, mais consciente, mais de olhos e peito aberto aos outros, ainda que seja um work in progress e que a meu ver está muito atrasado.

De qualquer forma, como já disse, vivo bem com isso.

O que não suporto de forma nenhuma é que me lixem. Enterrar alguém para salvar a pele é das coisas mais rasteiras que o ser humano tem por hábito fazer. E não tem desculpa.

E sendo que as dores do crescimento têm destas coisas, volto ao Jorge Amado e ao seu Cemitério...