2011/03/07

O surto psicótico ou como o meu gato me fez refém #6.0


A fera ficou mansa e coxa. Vai daí - consulta no veterinário hoje de manhã.
De como a sua dona teve de cancelar compromissos que tinha para cuidar de sua excelência D. Manuel.
Diagnóstico e consequências ou de como a vida nunca mais será o que era.


É verdade que tive de o enfiar à força dentro da caixa de transporte. É verdade que não lhe ouvi sequer um piu desde que o meti no carro e fomos a caminho do veterinário.

A prova de fogo foi logo à entrada: na sala de espera uma vaca aguardava a sua vez. Ok, não era uma vaca, mas era um Dog Alemão, aliás uma menina, branca às manchas pretas. Pelo tamanho, era uma vaca.
Manel, outrora destemido e enfurecido, tremia como nunca e olhava pelos buraquinhos da caixa... adivinhando que se ela (a Dog) quisesse o engolia de uma só vez, sem precisar de mastigar.

A veterinária, sabendo do seu passado não muito feliz, achou que o melhor era sedá-lo mesmo antes de o tirar da caixa. Depois levou-o lá para dentro para testes, operações e check up.

Por enquanto estamos assim: já não tem tomates (esta é um parte boa para mim, não tão boa para ele) - D. Manuel podia muito bem voltar a chamar-se Margot.
As más notícias: tem a pata partida, precisamente as falanges em que se apoia para andar. E pela lógica, terá sido uma pisadela nossa. Ora o que leva a concluir que o desgraçado passou-se e alterou-se inicialmente por causa de uma pisadela que lhe valeui dois ossos partidos. Tinha razão, coitadinho do meu bicho. Se me partissem uma pata (e já partiram) eu também me agrafava a quem me aparecesse pela frente.

Por outro lado, não tem doenças nenhumas daquelas incuráveis e estranhas.

De momento está internado, para ver como acorda da anestesia. Acordará com toda a certeza diferente uma  vez que antes de dormir tinha tomatinhos, acorda sem eles e para além disso, vai acordar com uma tala até ao cotovelo.

Não sei como vai ser quando o trouxer para casa, mas não me agrada a ideia de ouvir uma perna de pau a subir as escadas da minha casa durante a noite... quem sabe não terei eu também de tomar uns calmantes.