2011/02/25

O surto psicótico ou como o meu gato me fez refém #2


Cenas dos capítulos anteriores:
O gato passou-se e deixou três adultos, cada um fechado na sua divisão da casa.

Domingo:
A cada tentativa de rodar uma maçaneta de porta, para que pelo menos um dos adultos conseguisse fugir e ir buscar ajuda (de um snipper por exemplo), o gato guinchava e bufava e gritava e atirava-se contra as portas. Eu tentei falar com ele, com uma voz calma, tentar levá-lo a entender que não é assim que as coisas se resolvem. Que há outras formas de discutir os assuntos e chegarmos a consensos. Em resposta: guinchos, gritos, bufadas (?), e coisas extremamente esquisitas noemadamente sons nunca antes ouvidos. Ah! E encontrões nas portas.

Eis senão quando entra na história a heroína: a M. Telefonou porque queria um chá! Foi-lhe explicada toda a tragédia que estava a acontecer. A M. naturalmente ria-se. E telefonou para o veterinário que garantiu ser a testosterona a fazer das suas e que o deveríamos fechar numa divisão o resto do dia sem comida ou água para se acalmar. Quando assim fosse, levá-lo ao consultório para lhe acabar com o problema da testosterona de uma vez por todas.
Tudo muito bem: havia uma luz. Mas como apanhar um lince?

A M. apareceu lá em casa uma hora depois de estarmos fechados e isolados. Corajosa como só ela, conseguiu apanhar o Manel, entre muitos gritos e coisas esquisitas e ataques surpresa e fechou-o na casa de banho.
De notar que ela abriu a porta de casa, mas D. Manuel recusou-se a sair para a rua, o que leva a crer que o seu desejo por gatas não era assim tanto.

Deixámo-lo lá durante a noite e até meio do dia seguinte. Completamente sozinho e no silêncio, para que a calma tomasse conta daquele corpinho.

Cenas dos próximos capítulos:
Manel liberta-se e aterroriza mais dois adultos. M. aparece, mais uma vez para salvar os inocentes.