2007/11/20

por falar nisso

A inevitabilidade do fim do amor. Ou pelo menos do que ele tem de bom.
... e valerá a pena começar, investir, dar, oferecer com gosto até não podermos mais, para acabar tudo de novo e andarmos de gatas a recolher os pedacinhos que ficaram mais inteiros na explosão, e identificamos como nossos?
Ninguém quer ficar sozinho. Eu não. Sem ninguém com quem comer as sopas de gata à noite antes de desligar o radiador e dobrar a manta direita em cima do sofá e ir para a cama.
Ninguém com quem partilhar o fixador de placa (polident, é assim?), as fraldas para as perdas de urina, quando formos dar longos (serão assim tão longos?) passeios ao parque (existirão ainda?). Alguém com quem partilhar o início do alzheimer e de quem me possa esquecer ao mesmo tempo que se esquece de mim.

3 comentários:

  1. Acho que retirei esta expressão duma música qualquer.
    "You must die in me, i alone, i'm best"
    Nem sempre estar acompanhada, faz de ti uma melhor pessoa...
    Abraços quentinhos...

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  2. Há o velho ditado: Ao lado de uma grande mulher está um homem superior. Sei que desvirtuei e que é machista, mas vós, mulheres deste mundo, estão a ganhar muito terreno. Temos sempre necessidade de realizar os nossos desejos mais íntimos e alguns só mesmo com companhia.
    P.S.(post scriptum) Quando lançares um livro, quero receber convite para ir ao seu lançamento.
    Até

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