2007/11/20

por falar nisso

A inevitabilidade do fim do amor. Ou pelo menos do que ele tem de bom.
... e valerá a pena começar, investir, dar, oferecer com gosto até não podermos mais, para acabar tudo de novo e andarmos de gatas a recolher os pedacinhos que ficaram mais inteiros na explosão, e identificamos como nossos?
Ninguém quer ficar sozinho. Eu não. Sem ninguém com quem comer as sopas de gata à noite antes de desligar o radiador e dobrar a manta direita em cima do sofá e ir para a cama.
Ninguém com quem partilhar o fixador de placa (polident, é assim?), as fraldas para as perdas de urina, quando formos dar longos (serão assim tão longos?) passeios ao parque (existirão ainda?). Alguém com quem partilhar o início do alzheimer e de quem me possa esquecer ao mesmo tempo que se esquece de mim.