2007/09/24

é a vidinha

já não escrevo há muito, nem aqui nem em lado nenhum...
o tempo foge...
e há sempre coisas para fazer. a escrita funciona como actividade que preenche aqueles pedaços em que não quero pensar. Ou pelo menos evito faze-lo da forma convencional: sentada sem nada nas mãos, sem nada a distrair. assim não consigo.
terapia?
talvez. sempre entendo mais qualquer coisa de mim ou dos outros.
sublimação, acho que é assim que se chama tecnicamente a isto: uma forma de espantar os fantasmas, os mal-estares (?? será assim este plural?) cá de dentro... mesmo que só diga disparates.
E a verdade é que há fantasmas que me assombram. Não procuro amigos... acho-os. Como se encontra um objecto que foi de outro no chão, numa esquina, numa mesa... e religiosamente o guardamos. Intimamente sabemos que se foi perdido ali, foi para que o achassemos.
e é assim vou andando, sem exigências por aí além, sem querer forçar nada.
"dou amor a quem mo quer dar a mim"
dou-me a que se dá, a quem quero.
não gosto de meias palavras, de mal entendidos por resolver, de má vontade nos olhos, de enfado na voz, de frieza no trato.
não sou propriamente um doce, tenho noção, mas também não sou um bicho que não entenda as razões deste ou daquele...
olha, "cá vou andando" esperando que, quando queiram, me expliquem essa mágoa toda que por aí anda a fazer estragos. talvez eu na minha parvoíce toda a consiga entender... talvez! não é garantido!