2013/05/16

humpf

estou aqui para me contrariar e escrever qualquer coisa mais longa do que o post anterior. 
concluo neste dia 14 de maio, como se fosse um milagre atrasado de nossa de sra. (uma piscadela de olho à maria e ao aníbal), que eu seria tão boa pessoa e tão tida em conta pelas pessoas se. 

parei a frase no se porque é um se muito grande  e merece um parágrafo, uma pausa para se reflectir acerca dele. 

prossigo

se estivesse fechada em casa, não falasse com ninguém e o meu contacto social se cingisse a este estaminé e à rede social de eleição.

como seria? eu teria tempo para reflectir. não me irritaria. não me confrontaria com situações chatas. provocadas por gente chata. não teria de tomar decisões e muito menos justificá-las seja a quem for. 

eu fui feita para estar fechada sem contacto exterior. à primeira vista sou agradável, depois disso não sou. e tenho dificuldade em lidar com as pessoas. e com as coisas das pessoas. irritam-me. não tenho jeito. deixem-me em paz e não me dêem confiança. e mais do que isso: não me exijam decisões para depois me questionarem. não me cobrem. eu pago o que devo. o que não devo, naturalmente, não. 

posto isto, quero ainda dizer que apesar de ser verdade que não sou muito dada à discussão, excepto com pessoas de quem gosto, acredito piamente que na esmagadora maioria das vezes, não levam a nada.
meus caros, (outra piscadela à maria e ao aníbal) mais moscas se apanham com mel do que com fel. E que quem escorrega uma vez, escorrega duas e prefiro ter mesmo razão a ter a minha razão questionada. e prefiro esperar pacientemente com a cana na mão à espera que mordam do que discutir com os peixes. prefiro ser um padre antónio vieira e pregar-lhes primeiro, do que um cardeal cerejeira e cravar-lhes um dente. 

pronto era isto.