2011/08/03

E pronto!

A limpeza está concluida. Ainda tenho o cheiro dos produtos abrasivos entranhado nas narinas e nas mãos. Tentei usar luvas, mas não consigo, agora cheiram a lixívia e estão todas feridas. No entanto, a casa está limpa. Agora arrumações.

Enquanto limpo e arrumo o que é exterior, vou limpando e arrumando por dentro o que anda há meses, senão anos alvoraçado, fora do lugar.
Faz-me bem este silêncio e arrumar o caos à minha volta. Vou ficando em paz. Vou clarificando o caos de dentro. Devagar, sem resoluções, sem definições, sem decisões. Só tentar arranjar um sítio para cada coisa. Inventar esse sítio. Catalogar as emoções, as decisões, os acontecimentos, os factos. Sem pensar muito nisso, devagarinho tudo vai ao sítio. Um dia quando acordar, as decisões já se tomaram.