2011/02/28

O surto psicótico ou como o meu gato me fez refém #5

(Penúltimo Episódio)
No último episódio soubemos que o Manel ainda rondava a casa da sua Excelsa dona e companheira, ainda que esta, tremesse diante da ideia de o voltar a ver. Ao mesmo tempo a humana equacionava as soluções para um possível reaparecimento: canil? arranjar outro dono? deixar-lhe comida e água à porta, mas não o deixar entrar em casa?


Sexta-Feira

Sexta de manhã tocam à minha campaínha. Era o R. que tinha passado por ali a ver se encontrava o Manel. A verdade e ainda não falei seriamente nisto, é que todos os meus amigos ficaram preocupados com o bicho e comigo. E foram mais que muitas as chamadas e as mensagens querendo saber novidades. (Agora que penso, não sei se seria preocupação comigo e com gato ou preocupação com a sua própria segurança...)
Bom, resultado: o gato estava novamente dentro do motor do MEU carro. Que estava estacionado num sítio diferente do dia anterior. O desgraçado do bicho andava mesmo à procura do meu carro.

O R. tentou atraí-lo com comida e chamando, mas ele só saíu quando eu me aproximei do carro e o chamei. Claro está, assim que ele saíu de dentro do motor eu corri para casa cheia de medo.
O bicho estava em estado de choque: magro, todo sujo, já com os olhinhos dele e as garras para dentro.
Ele estava com estes olhos:
Deixei-o entrar em casa. a muito custo, cheia de medo. E ele também coitadinho. Tremia por todo o lado, coxeava de uma pata.
Aviso à vizinhança: os motores dos vossos carros devem estar uma beleza, o óleo TODO que por lá estava, está, de momento, no pelo do meu gato!
Bom, resultado: hoje é segunda e o Manel continua em casa. Mais manso e carinhoso do que era antes do surto. Dorme os dias inteiros, excepto quando anda atrás de mim pela casa e depois mia porque eu ando muito rápido.
Continua coxo de uma pata que está inchada, e amanhã vamos ao veterinário descobrir o que se passa com a pata. Tentar perceber se o ataque foi mesmo por causa da testosterona e acabar de uma vez por todas com esse problema.

Enquanto escrevo isto ele está a tentar roubar-me a manta e ronrona aqui ao meu lado.
Gosto muito do meu Manel. Se ainda continuo com medo dele?! Um bocadinho e antes de entrar em casa certifico-me sempre que o pelo está bem assente no corpo e não todo eriçado. Mas fico muito mais descansada quando olho para os olhos dele e reconheço o resmungão que tem vivido comigo nos últimos meses.


Amanhã novidades do veterinário...