2011/01/18

post demasiado longo para ser lido, mas que no entanto me fez bem escrever uma vez que vomitei qualquer coisinha...

a verdade?
estou um bocado de farta de merdas. isso faz-me bruta e insensível a tudo, com excepção, claro, dos meus dramas pessoais.
a verdade?
é que me apetecia olhar nuns quantos pares olhos, assim em têt-a-têt e vomitar tudo o que tenho cá dentro. quer tenha razão ou não, porque sei que nalguns casos não a tenho, pelos menos a razão absoluta. mas o que é que de facto interessa: a razão enquanto conceito universal de qualquer coisa que é sempre demasiado subjectiva (pelo menos na grande parte dos temas), para se terem ideias definitivas sobre ela ou aquilo que me ferve nas veias? o ser sincera e frontal e honesta sem medo das, mais que certas, consequências por chamar as coisas pelos nomes sem medos ou cuidados? a sinceridade, essa sim, é um conceito universal definitivo. podemos discutir as suas vantagens e desvantagens e quando se deve ou não ser sincero e transparente e aí, mais cedo ou mais tarde, levanta-se a questão: quem é que tem razão? e o que é que interessa se fomos sinceros na discussão?
e o que mais me irrita é nem sequer me sentir assim tão zangada, mas saber que tenho razões para isso (pois lá voltamos à subjectividade das razões) ora das duas uma (qualquer uma das hipóteses é alarmante):
  1. estou a ficar adulta no sentido de que ser adulto é ser-se amorfo e resignado (detesto a palavra) e encolher os ombros quando estas sensações e urgências de se fazer justiça ameaçam tomar-me conta do sentido;
  2. as manchas vermelhas que neste momento me inundam o delicado rosto terem vindo para ficar. assentaram arraiais como símbolo da minha deglutição, cada vez mais frequente, de anfíbios da ordem Anura predominantemente terrestres, com pele rugosa e glândulas parotoides semelhantes a verrugas, vulgo sapos.
e agora estava capaz de dissertar sobre a definição genérica de "sapos"...