2010/03/16

Eu Quero Matar o Calimero *

Eu sou um bocado Calimero. Para os mais novos que não assistiram a esses belíssimos desenhos animados era um pato (?) com uma casca de ovo na cabeça a fazer as vezes de chapéu e chorava muito e queixava-se.
Eu tenho um Calimero dentro de mim, sem direito a casca, mas está cá. Queixo-me, martirizo os outros com as minhas dores, as que existem e aquelas que eu amplio de forma a dar mais algum interesse à minha vida. Mas pior que martirizar os outros, que esses quando se aborrecem deixam de me ouvir ou dão-me dois berros e desaparecem, martirizo-me a mim. Angustio-me de uma maneira estúpida.
Há problemas que justificam a angústia, que são grandes e complicados o suficiente que justificam uma noite mal dormida, os nervos à flor da pele e o cansaço e sensibilidade extremos. Mas há outros que são só possiblidades de problemas e causam-me o mesmo efeito. Tenho uma lupa que aumenta. Um coisa que os torna maiores que o que são. Que me faz ver possibilidades perfeitamente idiotas e fantasiosas, mas que na altura são puras possibilidades reais, segundo o meu modo de ver nesse estado de semi-pânico.

Eu quero matar o Calimero. Juro que quero. Não me serve de grande coisa. Mas como? Já pensei em afogá-lo em alcool, mas tenho dúvidas que resulte. Psicoterapia? Internamento compulsivo? Consumo exagerado de substâncias alteradoras de consciências?

*e como se vê não é só por causa do que, alegadamente, fez à Abelha Maia!

7 comentários:

  1. Vamos nos juntar as duas? Também tenho cá um calimero que precisa de ser colocado na ordem... bjs

    ResponderEliminar
  2. lol identifico-me com o que escreveste.

    ResponderEliminar
  3. Eu tenho uma ideia boa. Mas não me parece correcto estar a explicar aqui!

    ResponderEliminar
  4. Ó Cheri, o Calimero levava o tempo a reclamar a injustiça de ser pequenino, mas mesmo assim tinha a Priscila.
    E olha não te esqueças que os grandes chegam onde os pequenos não conseguem, mas que também pequenos vão onde os grandes não entram.
    Glass half full, not glass half empty.

    ResponderEliminar
  5. "Bébé que no lhora, no mama!"
    (Provérbio espanhol)

    ResponderEliminar
  6. Todos temos um Calimero dentro de nós... e este tempo só dá ânimo ao bicho, para que ele continue no seu eterno lamento.

    ResponderEliminar