2010/01/20

Reportagem da RTP - Filha Roubada

Enquanto:
  • se discute se os homossexuais podem ou não adoptar crianças, e que impacto pode ter na vida de uma criança o facto de ter dois pais ou duas mães;
  • se tenta perceber se alguém que não se enquadra no que se definiu como o correcto pode ou não ser um progenitor responsável e capaz de amar e educar um outro ser...
há uma criança (Maria) institucionalizada num lar que pertence a uma igreja que se ocupa de evangilizar as crianças de Portugal, e isso claro inclui idas à missa de domingo (como manda a cartilha) na Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Por ordem do juiz, que setenciou à criança um Síndrome de Alienação Parental (doença que não é reconhecida pelos orgãos internacionais) a Maria está nesta instituição há sete meses e tem direito a uma visita semanal da mãe com a duração de uma hora e um quarto e sempre na presença das funcionárias.
A mãe é a única pessoa que pode ver a Maria, mas também não pode tirar uma fotografia à filha durante as visitas para mostrar aos avós.
O caso deu-se quando a menina apresentou recusa em visitar o pai. Chorava e esperneava. Chegou ao ponto de a própria GNR acompanhar a saída da menina de casa da mãe para o carro do pai, e segundo os mesmos, era uma situação de meter dó.
Os psicológos que avaliaram a situação, declaram que se este Sindrome existe não foi criado e/ou alimentado pela mãe.
Ainda que o fosse, manda o Direito (segundo uma advogada entrevistada) há uma série de procedimentos que antecedem o internamento de um menor. Começa-se por acompanhar a familia, se não resultar procura-se um familiar que possa ser responsável pela criança.... Aqui o que se passou foi um internamento imediato: de uma audiência de pais (penso que seja este o termo) onde a criança se recusou a falar com o juiz, este ordenou o seu internamento sem sequer se poder despedir dos pais ou dos avós.
Entretanto há declarações da menina a descrever abusos sexuais de que seria vítima por parte do pai. 
Uma psicóloga acrescentou ainda que nos EU, onde esta sindrome é reconhecida como doença, há casos em que a criança foi obrigada a viver com o progenitor que mais tarde se comprovou abusar sexualmente do menor em causa, seu filho.

17 comentários:

  1. Reportagem da RTP1 "Filha Roubada"

    Como mãe e cidadã, fiquei incrédula com o que vi e ouvi. Porque é que os pareceres dos técnicos não foram tidos em conta, dado que a criança referiu comportamentos do pai, "que não gostava"? Porque é que a criança é institucionalizada e cuja instituição essa ligada à Assembleia de Deus? Todos nós temos que repudiar situações destas. Não é justo para ninguém, especialmente para a menina. Enquanto estivermos entregues a esta Justiça, feita de falta de bom senso, estaremos todos mal. Estou CHOCADA..!!!

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  2. 1. Meu deus eu fiquei chocada! Parece mentira! que juiz é este? Aquele lar mais parece uma prisão, a criança n pode ter mais que um brinquedo,os avós n podem ver, a mãe tem visitas curtas….
    Este juiz é de certeza um fanático religioso, pelos termos que usa nas transcrições do tribunal,pelo Lar onde a colocou, estão a fazer uma lavagem cerebral aquela criança, a impor-lhe religiao.
    Se houvesse algum indicio de abuso ou qualquer outro problema parental, o ultimo recurso são as instituições e aqui não foi isso o que se passou, não é normal um juiz ter uma decisão destas sem antes haver um parecer d psicologos ou uma pesquisa para saber realmente o que a criança tem.
    Eu espero que alguém faça alguma coisa e tire esta criança daquele lar, estão a criar ainda mais problemas a esta criança, que raio d juiz é este e não há ninguém que consiga anular esta decisão???

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  3. Mais uma situação a entrar-nos porta dentro e claro a provocar a nossa indignação. Mas isto é mesmo possível? E é tudo estranho...a "condenação" da criança e a sua prisão e mais ainda o sítio escolhido. Quem viu a reportagem não teve dúvidas naturalmente quanto à Organização que acolhe esta criança. A mando dum Juíz e paga pelos nossos impostos,é uma escolha de todo estranha. Eu nem sabia que existia tal organização com esta vertente. E pensar que ando a trabalhar para contribuir para a sua existencia. Não sei se é possível fazer-se um manifesto colectivo para chamar a atenção e obrigar a mudança total da situação desta criança. Ó Portugal.´..Portugal!....
    Que tristeza, que desilusão...
    Força para a Mãe desta criança e que consiga as ajudas necessárias.
    Maria

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  4. E há que prestar atenção aos esclarecimentos que a RTP1 se viu obrigada a fazer antes da emissão desta reportagem sendo que os mesmos têm a ver com as advertências tidas, a partir da queixa de uma das entidades mencionadas na reportagem....deve ter sido a mesma que não deixa a Mãe fotografar a filha, levar-çhe brinquedos.
    Eu acho que levava era uma arma e automática e desatava aos tiros aquela gente toda. Filha minha naquela situação...filha minha não!...
    E onde anda o Rei Salomão? Mas que Juíz pronuncia uma sentença destas?
    Melhora fora que mandassem a criança para um convento...já que o objectivo é a sua evangelização!..E os nossos constitucionalistas? Onde estão=? Como foi possível a existência desta seita, sim porque com este procedimento não passa de uma seita religiosa. E pior ainda andamos nós todos a pagar a sua existência, que para mim era completamente desconhecida. Isto é pior que os crucifixos nas salas de aula das escolas primárias. E roubaram esta criança à Mãe.
    Como podemos criar um movimento a favor da punição destes intervenientes num processo de um autentico crime. Isto é um crime....
    Sofia

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  5. olá! confesso que não vi, esta reportagem ( algumas costumo ver ). Pelo teu texto, aquilo é pior que uma prisão. Não poder tirar uma fotografia á filha ? e só estar uma hora com a filha ? Isto não tem cabimento nenhum. Há juízes que cometem cada erro.. beijos

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  6. olá Ana! (alguma vez te tinha chamado isto?)
    Não vi a reportagem e conheço mal o caso, pelo que não tenho opinião. Mas tenho uma certeza: em determinados casos, retirar aos pais os filhos e colocar numa Instituição é a medida mais sensata!
    Beijinhos

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  7. Hugo: sei de fonte segura em que a grande dificuldade é retirar menores da alçada de progenitores abusivos e mal tratantes. Mas neste caso, tendo por base a informação dada na reportagem (que me pareceu um trabalho sério de jornalismo), o que acontece é uma série de factos sem explicação aparente. Por exemplo, se a mãe prejudicava a criança de alguma forma e se foi ela a fonte deste Sindroma de Alienação Parental (ainda que as análises dos psicólogos não dessem indicação disso), como é que se justifica que só essa mesma mãe possa visitar a criança? Os avós, por exemplo, não têm autorização.
    O que este caso tem de muito estranho é a forma como a miúda é retirada pelo tribunal (e no tribunal), porque é necessária uma "reestruturação de personalidade" da criança e é de seguida entregue a um lar cuja missão é "evangelizar as crianças de Portugal".
    A forma como o juiz tratou do caso é muito estranha, mesmo para os advogados que estudaram o caso e a quem foi pedida opinião na reportagem. Ninguém consegue justificar isto.

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  8. Primeiro aconselho-vos a verem a reportagem novamente e procurem os factos todos da história. E depois podem vir acusar tudo e todos com os vossos argumentos. Com as vossas opiniões é que este país não avança!

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  9. anónimo das 22h: mas sabe de algum dado importante que não esteja aqui exposto? Por favor, esclareça-me.

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  10. Uma verdadeira caça às bruxas!
    Não sabia que, no interesse da criança, se lhe devia impingir a clausura e outras coisas mais...

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  11. Aconselho a lerem este Comunicado:
    http://igualdadeparental.blogspot.com/2010/01/comunicado.html

    e esta reacção da ASJP:
    http://igualdadeparental.blogspot.com/2010/01/haja-etica.html

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  12. Anónimo1/2/10 16:14

    Antes de tiraram conclusõe precipitadas, leiam este comunicado.

    A televisão vende aquilo que lhe interessa e nós não devemos ser ovelhas tontas que não conseguimos pensar pela nossa própria cabeça

    Basta comparar o conteúdo do trabalho jornalístico com as informações aqui descritas, que eram do conhecimento da RTP e foram intencionalmente ignoradas, para se perceber a intenção e parcialidade daquela reportagem e a necessidade de a ASJP intervir em busca da reposição da verdade integral dos factos.”

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  13. Anónimo1/2/10 23:39

    É realmente assustador como facilmente as pessoas se deixam levar por uma reportagem. A televisão mostra o que lhe interessa.reportagens destas são fáceis de fazer. o que não falta são pessoas a querer aparecer. E o trabalho deste jornalista deixa muito a desejar.
    Para quem quer ver a reportagem outra vez e gosta de reparar em detalhes psicológicos, repare no choro da mãe. O choro é nitidamente forçado e nem sequer consegue deitar uma lágrima. Reparem também no modo como a mãe da criança conduz o telefonema para a instituição. é claramente conversa de quem quer apanhar afirmações que possa usar, questionando o porque de tudo.
    Uma instituição deste cariz é obrigada a fazer o que os tribunais mandam. não podem fazer nada sem pedir autorização ao tribunal. E se realmente o tribunal não deixou a menina á mãe, por algum motivo foi.
    leiam este comunicado da associação sindical dos juízes portugueses.

    http://www.asjp.eu/index.php?option=com_content&task=view&id=123&Itemid=1

    Alguma coisa nesta história foi mal contada. Muita mentira me parece existir, e aquela mãe parece me falsa e desequilibrada.

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  14. Anónimo9/2/10 18:14

    Peço imensas desculpas mas... a verdade ainda não veio toda ao de cimo. Quando vier haverá muita gente a arrancar os cabelos e a morder a língua por tanto disparate ter dito.

    Viver em democracia tem muito que se lhe diga. Há por aí muita gente que não sabe bem o que isso é!

    O medo continua a imperar. Quem não tem medo é vítima dos mais sórdidos comentários. É que está a acontecer ao jornalista e a toda a equipa que elaborou a reportagem "Filha Roubada". Esta história verídica tem incomodado muitas gentes, infelizmente não por motivos nobres: O de alterar uma decisão profundamente errada baseada em ideias mais erradas ainda.
    É demasiado fácil rotular os outros sem se saber o que está para além do que se vê!
    Quando a JUSTIÇA não funciona? O que fazer quando nos toca a nós em vez de ser aos outros?
    É pena que tanta gente não consiga fazer esse simples exercício: colocar-se por instantes no lugar do outro.
    Não venham atacar a Maria e a sua mãe porque elas já sofreram demasiado, por tempo igualmente demasiado. É que o sofrimento de mãe e filha não tebe início na data da sentença de prisão (22/6/2009). Começou MUITO tempo antes disso. Se akguém está a usar a Maria como objecto, ou melhor arma de arremesso não é a mãe de Maria.
    Quem dera a muitas crianças ter uma mãe como esta. FELICIDADES para ambas!

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  15. Pois, pois... Os homens são TODOS violadores, brutos e sem sentimentos... as mães são todas umas santas. Tal e qual como os vossos pais e mães? Não lhes chorem nos funerais... ELES NÃO PRESTAM! E se tiverem filhos machos... matem-nos!!! Eles vão ser iguais aos vossos pais e maridos (para as que os tiveram).

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  16. Anónimo1/5/10 18:54

    Olá a todos, sou o Emanuel Gomes Ventura e fui criado no Lar em causa.
    Gostaria de deixar aqui uma mensagem à mãe da Maria (crinça institulizada por ordem do tribunal) que os valores sociais, morais, e todo mais, pelos quais este Lar se rege estão acima do que você possa imaginar. A sua filha não podia estar em melhores cuidados. Em relação à religião deixe-me dizer que se ela tivesse ido para um Lar católico iria ser o mesmo porque ela ser ensinada na Catequese e a diferença aqui é que ela vai ser ensinada na Escola Dominical. Espero que deixe o Lar fazer o seu trabalho conforme foi dito pelo Sr. Dr. Juiz.
    Se quiser entre em contacto comigo pelo 966434344.

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  17. http://www.erc.pt/index.php?op=downloads&enviar=enviar&lang=pt&id=1683

    A ERC condenou a reportagem da RTP

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