não me conheces, mas eu vejo-te todos os dias.
Estou de férias com os meus pais. Venho todos os dias à praia de manhã, a partir das 10 (mais ou menos) até à uma da tarde. Depois voltamos às quatro e vamos embora às 6, às vezes só às seis e meia, depende do tempo. Se estiver vento vamos mais cedo. Porque a minha mãe tem medo por causa dos violetas que fazem mal à pele e podem dar cancro. Já vi que usas protector e acho que fazes muito bem. Deve ser por isso que tens um bronzeado tão bonito e homogéneo. Ficamos sempre no mesmo chapéu a não ser que cheguemos mais tarde como no outro dia por causa da minha irmã mais velha que se atrasa por causa do telemóvel.
Cheguei aqui no dia 17 e vou embora no dia 31. Conheci-te nesse dia 17, mas nunca falei contigo. Hoje ía-te perguntar se querias jogar às raquetes, mas quando cheguei perto do teu chapéu ouvi a tua mãe dizer-te para arrumares as coisas para irem embora e a ameaçar-te com uma "galheta". Achei melhor não chegar mais perto. Foi quando ouvi o teu nome "Andreia Carolina". É muito bonito.
Eu chamo-me António e tenho 12 anos. Uso uns calções pelos joelhos às flores azuis que a minha madrinha me ofereceu e a minha mãe me obriga a usar, mas eu não gosto muito.
Se quiseres falar comigo, eu vou estar ao pé do salva vidas às 11 e meia (porque assim se a minha irmã se atrasar outra vez não ficas à espera). Gostava muito de ser teu amigo. Sinto-me sozinho aqui na Quarteira.
Beijinhos do
Pedro
*carta encontrada numa espreguiçadeira da praia de Quarteira às 22h
A questão a colocar é óbvia: para além de cuscar a intimidade alheia, que mais faria a Moi numa praia de noite, numa espreguiçadeira!
ResponderEliminarEspero que no minimo tenhas lá deixado a carta no sitio para essa amizade poder andar!!!
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