2008/05/01

Ornatos Violeta

Vim da rua de matar alguém,
E foi assim que eu matei por bem.
As razões: Não há razões!
É que eu não tenho mais amor pra dar,
E a ninguém!

Quero não amar p'ra não cair,
Não vou dar,
E não vou ter,
A mesma forma de estar.

Tudo bem vá durar um dia,
Faça agora tudo o que eu fizer.
Quero estar voar e só contigo,
Mas só enquanto eu quiser.

Sobre esta forma de amar,
Vai de uma forma de estar.

Vim da rua de matar alguém,
Agora espero o sol.
Agora espero só.
Quem não dá para ter quem não dá,
Pra dar um brilho ao ego,
E ter assim o cheiro do que um dia,
Seria,
O nosso dia,
Daquilo que eu faria.

Agora sinto a dor,
Agora sinto a dor.
Por quem matei por ter feito amor.
Qual dor.
Eu só faço o que eu quero.
Eu não penso em ninguém, por pensar.
Meu nome é partir,
E voltar,
E tudo por quem?
Sobre esta forma de amar,
Vai de uma forma de estar.
Sobre esta forma de amar,
Vai de uma forma de estar.

Levo-me ao inverno,
Pela mão da minha culpa,
Tenho a força para ser mais forte,
E roubo-te a desculpa.
Eis a preocupação,
Com uma qualquer situação anormal.

É triste o fim ser igual, para nós.
Estar nas nossas mãos,
O evitar simples, da dor.
E qualquer dia me traz, até mim.
Qual a minha culpa qual,
A sentença?
Da lição não tiro nada,
Mas que o crime só compensa.
E se eu matar, logo pela madrugada?

Eu não sou normal.
Eu não quero ser igual.
Isso é virar um homem,
Que eu não sou.
(Sou) ouro em teu olhar.
Serei o pai do teu prazer até ao dia,
Em que o amor for para nós:
A ultima fatia.

E se o trago é difícil,
E a veia entope,
Só nos resta a nós os dois:
A hemorragia.