2008/05/03

Relatório 2

aqui vai:
  • O Jorge Palma não estava completamente são (e isto é um eufemismo), mas tocou algumas das maravilhas, das pérolas que compôs nestes anos todos de, provavelmente, muita loucura. "Finalmente sós" fabuloso, as duas vezes de Dá-me Lume, não estiveram mal (os meus agradecimentos aos Demitidos). A sério gostei do concerto, podia ter sido mais vivo, mais envolvente, mas é difícil quando as barracas da ovibeja lá do outro lado estão a tocar o txcabum txcabum em berros e a batida se mistura com a Estrela do Mar. Aliás o J.Palma até perguntou se era melhor tocar mais baixo, para não incomodar... Para além de que estava muita gente a falar, a não prestar atenção e isso incomoda-me. Se calhar porque gosto tanto, porque acho que merece atenção e um coro atento... mas isso sou eu que sou um bocado parola. Faltou o Lobo Malvado, faltou a Maçã de Junho, faltaram uma série delas que me enchem a cabeça e os sonhos, que fazem com que produza mentalmente filmes, videoclips; faltaram as que me acompanham nas neuras, nas nostalgias, em tudo. Para ficar satisfeita, precisava de um Jorge Palma cá em casa a tocar a Obra Completa...
  • O filme que vi e que gostei muito e que disse que merecia um post em condições é o Gangs de Nova York. Sim, é velho, toda a gente viu... menos eu até há alguns dias atrás. Eh pá, fiquei maravilhada com o guarda roupa, com as cores, com a fotografia e claro com o meu mais que tudo Daniel Day Lewis... ainda que só com um olho, mau, sebento, javardo, cruel... fantástico! Nomeado para 10 Óscares, entre os quais: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor (o meu Daniel), Melhor Argumento Original, Melhor Fotografia e Melhor Guarda-Roupa. Pelos vistos não ganhou nenhum. O que eu acho mal, mas também não sei qual era concorrência. Gostei mesmo. Scorcese fez um filme muito bom (e ele deve ficar muito satisfeito com a minha opinião). Os primeiros 14 minutos de filme são lindos, é a batalha que dá a base ao desenrolar da coisa. O guarda roupa fez um trabalho fabuloso. As cartolas, as cores, o Talhante oscilando entre o Beetlejuice e um Mick Jagger dos anos 70... muito bom. Continuo a embirrar com o Leonardo di Caprio, ainda que já o tenha em visto em muito bons trabalhos (a Praia, por exemplo), eh mas se embirro com o moço. Acho que é por ser todo bonitinho. As conversas entre o Talhante e o Tweed (o político local) são hilariantes, recheadas de uma ironia e de uma franqueza tão brutas, tão chocantes quanto engraçadas. Estas fotos fui eu que tirei enquanto via o filme... as maravilhas que eu descubro no meu pc!!!!