2012/01/31

quanto menos escrevo

mais sou atacada por comentários em línguas estrangeiras e com links esquisitos. espero que a SOPA não dê conta do ataque e não me feche o tasco por achar que eu sou terrorista ou ando a fazer downloads ilegais... aliás é coisa que eu não faço. sou contra. os downloads. (talvez seja melhor escrever em estrangeiro mode os gajos da SOPA perceberem melhor): i don't like downloading movies or tv series. i hate tv series. i hate movies. and music. bhlec....

agora que já me defendi de poderosas ameaças que por aí andam e já não receio que me prendam com fizeram a uns e a outros, já me into mais descansada.

preciso de tempo para pensar aqui, e tempo é coisa que não me assiste, mas vou descobrindo coisas bonitas que assim que as descubro penso que devia colá-las aqui, para não me esquecer. para mais alguém ler. Nem que sejam os gajos da SOPA que bem precisam de umas doses de poesia.

Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.

Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.

Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.

Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'