2011/08/18

O problema não sou eu

Estava tão satisfeita com a piada do padeiro! Achei que ia ter imensa graça. Depois, rapidamente percebi que mentes distorcidas, podiam ler naquelas inocentes linhas uma piadola ordinareca e nada, nada o meu género (se bem que não tenho nada contra). no entanto optei por não clarificar a graça, acreditando piamente no seu efeito hilariante. Temi inclusive que alguém batesse os tanganhos devido à falta de ar provocada por gargalhadas em demasia (a lembrar o sketch Monty Python - A Piada Mais Engraçada do Mundo). Resolvi arriscar pena de prisão por homicídio negligente e não cedi à tentação de colocar um aviso no topo do post. Pensei que estava inclusivamente a ser descuidada e leviana em relação à boa saúde dos milhares que por aqui passam os excelsos olhos diariamente.
Estava convicta da qualidade do gracejo essencialmente porque juntava dois elementos fundamentais: o sentido de humor (que eu pensava que tinha) e uma seriedade nunca antes explorada neste estaminé mal frequentado.

Resultado: ninguém achou graça e que se saiba ninguém morreu a rir. Nem um sorriso, quanto mais uma gargalhada.

Ciente do meu fracasso enquanto criadora de piadas, anedotas, graçolas e/ou gracejos (junto a este fiasco o da piada Querió Estaminal, mas já não havia! - quando inventei esta, ri até às lágrimas), decido que a partir de hoje nem uma graçola pousará neste estabelecimento.

É que tentei de tudo até disse a piada hoje quando cheguei ao escritório, mas ninguém se riu, e ainda me chamaram ordinária. Sou um génio incompreendido no meu próprio tempo e vingo-me do mundo não partilhando as  pérolas de sandice que me vão escapando do cérebro.

E para provar que não sou rancorosa, aqui fica. Tirem dez minutinhos do precioso dia e enjoy....