2011/08/08

O meu manel é um orgulho para a sua raça!

Ontem apareceu-me em casa com uma prenda: um gafanhoto enorme, vivo, verde e enorme.

Eu pensei em salvar o desgraçado de uma morte lenta e provavelmente dolorosa, mas eu tenho algum receio do meu gato e insectos não é bem a minha coisa. Por isso, entre o nojo de agarrar no gafanhoto, correr o risco de me assustar e ele fugir e depois andar aos saltos pela casa, ou pior, tirar o brinquedo da boca do menino e arriscar-me a ser agrafada novamente pelas unharras da fera, escolhi ficar quieta a ver o final do Lost e a ouvir de vez quando o crocante do grilo a estalar.

Hoje, quando apanhei o cadáver do chão, antes mesmo de o meter no lixo, juro que fiz uma espécie de oração para encomendar a alma do pobre bicho crocante que teve o azar de se cruzar com a mais felina das feras de Beja, e qui ça, do mundo.

Quanto ao final do Lost, posso dizer que fiquei bastante satisfeita com a coisa. Sei que devo ter sido a única, mas eu cá gostei. Eu sou uma rapariga simples do campo.