2011/08/17

e agora sim, parece-me que entrei de férias... (ideia a desenvolver)

Comecei um ritual ontem: chegar a casa e sentar-me (deitar-me) a ler no sofá.
Ontem li "Marina" do Carlos Ruiz Zafón e hoje "O Tempo dos Espelhos" do Júlio Machado Vaz.

Gostei de um e outro. Estou gulosa, agarrada aos livros que trouxe da estante dos pais.
Andei o ano todo a fugir dos livros ou eles de mim. Sem tempo, paciência, comecei quatro ou cinco e até há três semanas atrás tinha lido dois inteiros e um já vinha do ano passado.
Agora, que as coisas ainda estão a começar e vou conseguindo organizar tudo de maneira a ter tempo, devoro-os, sabendo que daqui por uma semana ou duas se tornará impossível deitar-me três horas com um livro na mão.

Se ontem terminei por volta das dez da noite, sem jantar, hoje, às nove, estava despachada, comecei mais cedo.
É certo que não são duas obras primas, mas são livros, com histórias bem contadas. E se há coisa de que não abdico é de histórias bem contadas. Alimentam-me de alguma maneira.

Entretanto decidi: vou comprar um dicionário. Tinha um pequenino que desapareceu (emprestei? devolvi ao legítimo dono?). Sim, a internet, béc béc béc... e depois nunca me lembro de que palavras não conheço o sentido e acabo por esquecê-las e por não descobri-las.

Tenho um vocabulário curto, tal como o alcance dos neurónios, é certo. Mas de há uns tempos para cá vem-me afligindo esta limitação. Preciso de um dicionário. Já.

Entretanto fui dobrando cantinhos de páginas com frases de que gostei. É possível que as pespegue aqui, sem ordem ou sentido. Só porque sim. Fora de contexto até podem não vir a ter sentido, mas eu guardei-o para mim.

E agora apetecia-me um chao min de gambas e um crepe.