2009/11/04

A ponta do novelo - parte 2

Hoje dormi mais. Preciso de descansar. Cometi um pecado: levei a televisão para o quarto. Soube bem, mas hoje marcha outra vez para a sala. Pus mais um edredon na cama e acordei com calor (porque me deitei de casaco de malha).
Agora estou molenga, não muito animada, mas bem. Hoje sinto-me tranquila. E bem disposta, mas para dentro. Têm sido estranhos estes dias. Estas semanas. Se pensar bem... talvez tenha sido o ano todo! Muito estranho. E curto. É já Novembro e não tarda começa o bombardeamento de "Jingle bells, jungle bells rock... blá blá blá..." Começam a ridículas iluminações de Natal e os exagerados aquecimentos nas lojas (cujos gerentes se esquecem que a pessoa vem da rua e por isso devidamente agasalhada).
Começo a estar ansiosa para começar o ano. Não porque vá acontecer alguma coisa de especial, mas porque sinto falta de ansiar um dia em que começa qualquer coisa. Não tem havido tempo de ansiar, de esperar, nem de aproveitar o que começa sem que o espere. É tudo ao mesmo tempo, uma salganhada de emoções, coisas para fazer, coisas que já deviam estar feitas. Inevitavelmente outras ficam pelo caminho e vão sendo lembradas por instantes, para depois se dissolverem na confusão das horas e dos afazeres sempre urgentes.
Preciso de parar e repirar fundo. Organizar um plano de cada vez, pensar um objecto isolado do resto, ter noção do que está à minha volta e principalmente do que ando a fazer. A maior parte das vezes vou agindo, reagindo. E assim perco a noção.
bahhhhh... está tudo enrolado. A ponta do novelo ó fáxavor!

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