Não sou moça de muitas certezas, por isso invejo (e duvido um bocadinho) quando oiço "ah eu cá..." "eu sou assim!" "comigo é mesmo assim..." Claro que de vez em quando o digo... para me fustigar logo a seguir.
Tenho tão poucas certezas que ainda nem sequer sei se acredito em coincidências ou não.
Hoje pouco antes de começar o ensaio, ouvi um miado do lado de fora. Temendo pela pouca sanidade mental que ainda me resta e da qual me uso para poder socializar, vim à rua, para me certificar que era de facto um miado e que eu não estava a ouvir vozes do além.O que é certo é que ali estava um gato, pouco maior que a Mya quando veio viver comigo. Era daqueles rafeiritos, que parecem verdes (mas já me garantiram que não são). Abriu-me muitos os olhos e a boca, na esperança de me assustar com um rugido sem som, mas que ele supôs assustador. E eu fiquei parada, com mil perguntas a rodarem na cabeça:
1. Alguém o pôs aqui?!;
2. Isto é para os apanhados?;
3. Mas eu estarei a ver bem?;
4. Meto a mão ou não meto a mão?;
5. E se conseguir meter a mão, levo-o para casa?!
6. Se o levar amanhã vou já ao veterinário...
E o gato?
Bom, assim que pôde fugiu!
Fez ele bem!
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